Força feminina na indústria: a liderança que coloca pessoas no centro do negócio
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Em um setor historicamente masculino, a presença feminina na liderança ainda enfrenta barreiras, mas também impulsiona novas formas de gestão. À frente do Grupo Menegotti, com mais de 85 anos, a CEO Pauline Menegotti representa essa evolução ao defender que liderança não se define por gênero, mas por preparo, consistência e capacidade de desenvolver pessoas.
Primeira mulher e quarta geração da família no comando, construiu sua trajetória sob alta exigência, assumindo o cargo ainda jovem em um negócio consolidado. Para ela, os desafios existem, mas são superados com organização, inteligência emocional e domínio do negócio.
Segundo ela, a necessidade de se provar ainda é uma realidade para muitas mulheres, especialmente em segmentos industriais. No entanto, esse cenário tende a mudar à medida que o conhecimento e a segurança profissional se tornam evidentes. “Quando você domina o negócio e consegue conversar de igual para igual, muitas dessas barreiras acabam desaparecendo” pontua.
Ao longo da sua liderança, Pauline tem direcionado o foco da empresa para o desenvolvimento de pessoas. Mais do que resultados imediatos, a prioridade está na construção de um ambiente onde colaboradores possam crescer, evoluir e se tornarem profissionais, e indivíduos, melhores. “O meu propósito é desenvolver quem está comigo. Ver as pessoas crescerem é o que me realiza” conta.
Essa visão também se conecta ao legado que deseja construir. Mãe, Pauline enxerga na própria trajetória uma forma de transmitir valores, tanto dentro da empresa quanto na vida pessoal. “O maior orgulho é saber que meu filho pode enxergar uma mãe que se preocupa com as pessoas e com a sociedade”, destaca.
Dentro da Menegotti, esse posicionamento se traduz em um princípio claro: ser uma empresa incrível, não apenas para quem trabalha nela, mas para todos os públicos com os quais se relaciona.
Ao falar sobre equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a CEO adota uma abordagem direta: não existe fórmula pronta. “Não existe perfeição. Existe construção diária. São muitos papéis e a gente vai priorizando conforme o momento”, revela.
E se pudesse dar uma dica para as mulheres, ela diria para acreditarem em si mesmas. “Não existe certo ou errado, existe o que faz sentido para cada uma. Sigam em busca do que vocês querem.”
Num cenário em que estratégia, eficiência e resultados são fundamentais, a trajetória de Pauline Menegotti reforça um movimento cada vez mais evidente: o futuro da indústria também passa pela forma como as pessoas são lideradas.
Quer ouvir isso diretamente de quem vive essa transformação? Confira o vídeo logo abaixo.
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